Fãs Cegos e uma Vitória Falsa


Queria falar um pouco sobre as reações de alguns socialistas ao plano do Brasil de importar seis mil médicos formados na Cuba.

Primeiro, deixe-me descrever a situação. O interior do Brasil não é bem desenvolvido. Em muitas cidades pequenas faltam serviços básicos. Coisas básicas como ruas pavimentadas, bancos, remédios, saneamento básico, conseguem estar em falta. Frequentemente as escolas não são boas. Como você pode imaginar essas vilas não são lugares atraentes para um profissional de classe média morar. Entre as várias coisas que podem faltar estão médicos.

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How fandom and ideology blinded the Brazilian left from seeing the blatant exploitation of Cuba’s doctors.

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Por uma lei proibindo membros de igrejas de serem candidatos.


Precisamos de uma lei proibindo membros da igreja e serem candidatos.
Minha revolta quanto à presença de membros de igrejas no legislativo (“bancada evangélica”), executivo e judiciário não tem fim. Me preocupa muito o “boom” evangélico no congresso nacional e o ganho de espaço político de religiosos como, por exemplo, a quase-vitória de Russomanno em SP, e agora o tal Marco Feliciano… Será que é constitucional fazer um PL proibindo pastores, padres, freiras, pajés, rabinos, pais de santo e/ou membros de qualquer igreja de se candidatarem ao legislativo, executivo e de ocuparem cargos no judiciário? Membros de igrejas deveriam ser compulsoriamente banidos de serem candidatos ou ocuparem qualquer cargo na esfera dos três poderes, sob risco de comprometer a laicidade do estado, que aliás já está quase indo a óbito. O máximo de religiosidade que um Estado poderia se permitir é a bagagem religiosa individual de cada parlamentar, coisa que vem de casa, de educação, de criação familiar.

A CANDIDATURA DE MEMBROS DA IGREJA A QUALQUER CARGO EM QUALQUER ESFERA DOS TRÊS PODERES DEVERIA SER PROIBIDA, PONTO FINAL.



Bancada Evangélica lidera comitê de direitos humanos


Sempre que eu penso que nada pior pode surgir das entranhas podres da política brasileira, lá vem mais um petardo ainda maior e mais nauseabundo. Dessa vez a bomba é a seguinte: os seres evangélicos abjetos que ocupam um lugar no congresso nacional e que se auto-denominam “bancada evangélica” vão liderar a comissão de direitos humanos da câmara. Sim, esses são os mesmos seres que alegam ser os bastiões da moral e guardiões dos bons costumes. É, bons costumes, sabe? Como por exemplo propagar o ódio a gays, negros, aborto, mulheres, sexo, contracepção, qualquer outra religião que não seja a deles próprios, enfim, todas essas coisas erradas e imorais. De fato, no Brasil nada é tão ruim que não possa piorar. Brasil é que nem usuário de crack: um caso perdido.

Bancada Evangélica Deve Presidir Comissão de Direitos Humanos



A política brasileira é um caso perdido.


Por exemplo: vocês lembram do Lindberg Farias, líder estudantil dos cara-pintadas há 20 anos, que ajudou o impeachment do então presidente Collor? Pois é, hoje ele é farinha do mesmo saco político que o Collor (são da mesma base aliada). Por isso que eu não acredito que a política brasileira tenha jamais a remota chance de se redimir, se reformar. A mesma coisa aconteceu com a geração de 64 (vide Zé Dirceu). A geração de 64 se tornou farinha daquele mesmo saco o qual eles combatiam (falavam de censura mas manipulam a mídia e se fazem de perseguidos políticos quando na realidade são o partido da situação, e a única censura que existe vem por parte deles, porque ninguém pode falar mal deles). A geração de 64 falhou. A geração de cara-pintadas falhou. A das diretas já falhou. Não existe uma história de sucesso na alegada democracia da política brasileira. Não vai existir, nunca. E isso que eu nem comecei a falar da bancada evangélica… a nova direita, a pior de todas.



Duas tragédias, duas medidas.


Duas tragédias aconteceram num período de menos de 24 horas no RS. Dois incendios. Um foi numa boate frequentada por jovens universitários de classe média e alta. Outro foi uma favela de maioria negra e parda cheia de traficantes. No primeiro mais de 230 morreram. No segundo ninguém morreu. Porque ninguém da mídia está falando do incêndio na favela em Porto Alegre (vou encurtar): preconceito, e ninguém morreu, ponto final. Agora, meu pronunciamento pessoal longo: eu não estou preocupada com o incêndio na favela porque eu tenho certeza que as autoridades vao provideciar moradia nova e dar assistência, e ninguém morreu. A prefeitura já queria remover e reeestruturar aquela área antes mesmo do incêndio, entãoi vai que agora deslacha né? Além disso, essas duas tragédias mostram varias faces e verdades sobre nossa sociedade e nosso governo. Sobre a sociedade.. mostra que e a mídia e a sociedade se importa mais com a juventude branca de classe média do que com os pardos favelados (é duro mas é verdade nua e crua) e o sobre o governo… bom, as duas tragédias mostram que nosso governo é bastante solícito quando a solução do problema é meramente assistencialista (construir casas, achar abrigo), porque essas medidas são fáceis e (triste, mas verdade) são populistas e dão voto. Agora, quando é pra resolver catástrofes complexas e cuja cadeia de responsabilidade recai *nos próprios governantes e autoridades competentes*, aí todo mundo quer tirar o seu da reta, e tomar providências e achar culpados fica bem mais dífícil, burocrático e improvável. Por isso que eu me preocupo mais com a tragédia de Santa Maria. Os favelados de POA que perderam a casa hoje podem subir de nível e ser os universitários do futuro, e vão entrar numa casa noturna pra comemorar e também vão morrer queimados. Na realidade esses favelados também provavelmente frequentam casas noturnas igualmente negligenciadas e estão correndo risco de ser queimados. Mas depois a prefeitura não vai ter como trazer eles de volta com medidas assistenciais populistas emergenciais… Enfim, são problemas diferentes que mostram aspectos ruins da nossa sociedade e governo, mas acho que o de Santa Maria é bem mais complicado e grave.



O Petróleo é Nosso – nós quem?


Acho o cúmulo essa discussão sobre o destino dos royalties do petróleo. A Petrobrás é mista, mas ainda é majoritariamente uma estatal. Uma estatal *do Brasil*. Não é estatal “do estado do Rio de Janeiro”, nem “de Santos”, nem da Conchinchina nem de Cacimbinhas. Na época da redemocratização e abertura econômica uns viviam “acusando” outros de serem neoliberais que venderiam o país às corporações estrangeiras, demonizando as privatizações, essas criaturas malévolas de chifre e tridente que dominariam nosso país com seu capitalismo selvagem. Os anos se passaram, as privatizações ocorreram, os “outros” sairam do poder e os “uns” entraram e também fizeram privatizações, e no fins uns e outros se mostraram não tão diferentes assim. Tanto que eles parecem ter esquecido o que é uma estatal: tratam a divisão dos royalties do petróleo como uma empresa privada que decide qual CEO vai ganhar o maior bônus no final do ano. Mais capitalismo selvagem, impossível. Parabéns. Os royalties do petróleo pertencem igualmente a cada brasileiro, e não só aos estados produtores.



God Bless America


The title of this post is today’s trending topic on Twitter. #GodBlessAmerica. Today America and the world reminisce again the loss of thousands of dear ones.

 

I’m not going to overanalyse 9/11 and go through it all over again like thousands of bloggers, news agencies and international affairs people have been doing. You can find political and social analysis of 9/11 chewed and spitted all over the web. I don’t have anything of value to add to it. It changes in nothing what happened.

 

I didn’t lose a dear one on 9/11, but I feel like sharing  my memories of it.  To me 9/11/2001 was the singlemost event of my existence – I’m going 32 this year.  Nothing else that happened during my lifetime that was as memorable – in a bad way – as seeing the WTC collapsing to the ground via live TV broadcast.

 

And then there’s the classic question “Where were you when…?”

 

 

In the morning of Semptember 11th, 2001, I was still a medical student. I was arriving at the Pavilhão Pereira Filho Lungs Hospital to see patients and for a lecture. I entered the hospital. The waiting lounge TV was on, and dozens of people (patients and staff) were gathering around the TV, as if hypnotized. The first plane had already hit the first tower. I thought that was all very funny and strange at the same time, and asked the lady next to me: “What film is that?”, to which she replied “It’s not a film. A plane crashed into the building.” That sounded delirious, surreal, and I was kind of dumbfounded. The woman had barely finished talking when the second plane hit the second tower. Then I said ‘oh my god’ in a low voice and my brain went on in an endless “what the fuck” loop for a pretty long time until it actually got to me that that was no film and something was really happening. Then I went up the stairs for a lecture that took place only in our bodies but not in our minds, because we had our cell phone radios on and even the professor would stop the lecture to ask on updates about “the situation”.  Everyone was worried, because even though the attacks occured in the USA, the motive for the attacks and the attackers were both initially unknown, and everyone was afraid of being blown up as well.  I had to see patients in the hospital wards that day. The hospital wards are filled with televisions – every room, every corridor. Eventually my medical examination and interview would be interrupted by the patient pointing to the TV set and mumbling something. After I was done with my daily activities I went to the med school cafeteria – which was crowded with other fellow students looking at the TV and debating the attacks and American foreign affairs. And that was 9/11 for me.

 

Aftermath: all the bad talk and international debate about the role of American foreign affairs in the attacks and the whole war against terror thing came only weeks/months later. The shock wave of the implosion of the WTC was stronger than anything and uttered immediate revenge

and so it goes.



Norwegian Justice


A lot of people are very critical of Norway’s maximum sentence being only 21 years in the face of the mass murders this past Friday. Some are even going so far as to hope that they will raise the sentence limit and apply the new limit to the crime.

 

To the first part of that, within the bounds of international laws and treaties to which it is party, Norway is free to craft its justice system however it wishes. It doesn’t have to fit your idea of justice, or mine, or Burundi’s, or whatever. Furthermore Norway has a very low crime rate, so it is difficult to level much legitimate criticism at it as being dysfunctional in any systematic way.

 

The idea that Norway should alter itsjustice system after the fact and applying it this crime is particularly odious. Regardless of whether you think this sort of emotional knee-jerk change is justified, it is not going to happen. Known as an ex post facto law, they are forbidden by the Norwegian constitution (as well as many other countries’, including the United States’ and Brazil’s, even Iran’s).

 

It is not like Norway is some banana republic rife with crime and corruption. If it were, I would add my voice right along side these critics.

 

I am not going to that one doesn’t rewire ones justice system based on one extraordinary event, Norway may decide that is something they wish to do. I will say that doing it in the heat of the moment is nearly always a bad idea. This is the same sort of emotional spasm that led to the US congress passing, without barely a debate, the tome of civil rights pummeling laws known as the Patriot Act.

 

According to some ideals, 21 years is not enough, but as this is a Norwegian crime, committed in Norway, by a native of that country. It is their ideals that matter here and now.



It’s Official…


…Cesare Battisti, the convicted italian terrorist and murderer of several people, is now walking freely in the streets of Brazil, thanks to president Lula. Cesare Battisti is the new Ronald Biggs.
Dear Italian citizens: I hereby clarify, on behalf of the majority of Brazilian citizens, that we Brazilians disagree with president Lula’s decision. We are ashamed of his decision, and we think that Battisti belongs in the hands of Italian justice, nowhere else.