Por uma lei proibindo membros de igrejas de serem candidatos.


Precisamos de uma lei proibindo membros da igreja e serem candidatos.
Minha revolta quanto à presença de membros de igrejas no legislativo (“bancada evangélica”), executivo e judiciário não tem fim. Me preocupa muito o “boom” evangélico no congresso nacional e o ganho de espaço político de religiosos como, por exemplo, a quase-vitória de Russomanno em SP, e agora o tal Marco Feliciano… Será que é constitucional fazer um PL proibindo pastores, padres, freiras, pajés, rabinos, pais de santo e/ou membros de qualquer igreja de se candidatarem ao legislativo, executivo e de ocuparem cargos no judiciário? Membros de igrejas deveriam ser compulsoriamente banidos de serem candidatos ou ocuparem qualquer cargo na esfera dos três poderes, sob risco de comprometer a laicidade do estado, que aliás já está quase indo a óbito. O máximo de religiosidade que um Estado poderia se permitir é a bagagem religiosa individual de cada parlamentar, coisa que vem de casa, de educação, de criação familiar.

A CANDIDATURA DE MEMBROS DA IGREJA A QUALQUER CARGO EM QUALQUER ESFERA DOS TRÊS PODERES DEVERIA SER PROIBIDA, PONTO FINAL.



A política brasileira é um caso perdido.


Por exemplo: vocês lembram do Lindberg Farias, líder estudantil dos cara-pintadas há 20 anos, que ajudou o impeachment do então presidente Collor? Pois é, hoje ele é farinha do mesmo saco político que o Collor (são da mesma base aliada). Por isso que eu não acredito que a política brasileira tenha jamais a remota chance de se redimir, se reformar. A mesma coisa aconteceu com a geração de 64 (vide Zé Dirceu). A geração de 64 se tornou farinha daquele mesmo saco o qual eles combatiam (falavam de censura mas manipulam a mídia e se fazem de perseguidos políticos quando na realidade são o partido da situação, e a única censura que existe vem por parte deles, porque ninguém pode falar mal deles). A geração de 64 falhou. A geração de cara-pintadas falhou. A das diretas já falhou. Não existe uma história de sucesso na alegada democracia da política brasileira. Não vai existir, nunca. E isso que eu nem comecei a falar da bancada evangélica… a nova direita, a pior de todas.



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