Passeio


No final de semana retrasado fizemos um passeio à Gramado (Serra Gaúcha).  Já sou bem familiarizada com a Serra Gaúcha e suas atrações pois passei minha infância e adolescência visitando a Serra nas férias.
Claro que adorei a visita, os restaurantes e cafés coloniais continuam deliciosos, as maravilhas naturais continuam lindas, os museus e atrações para turistas continuam se desevolvendo.
Mas Gramado mudou num sentido que me deixou um pouquinho triste: perdeu aquele “ar interiorano” de antigamente, aquele “aconchego da colônia”. Virou uma cosmopolita “pequena grande metrópole”. Caminhar pelo centro de Gramado é a mesma coisa que caminhar em qualquer shopping de Porto Alegre, só que sem os grupos de adolescentes e os pivetes cerceando na saída. Até mesmo as lojas são as mesmas de POA. Estacionar lá também é a mesma coisa que estacionar em POA.
Os antigos artesanatos cheiros de memorabilia e artiguinhos de decoração feitos à mão por artesãos locais foram substituídos por lojas de decorção com artiguinhos “fashion” feitos na China. Ou lugarecos de terceira que vendem apenas canecas, moletons e chapéus de bichinhos para crianças (me senti na Disney).
Para quem interessar possa, a única loja de artesanato local e autentico fica no Lago Negro, em cima do restaurante, e é operada e mantida pelo próprio grupo de artesãos que manufatura os itens. Dica: só trabalham com cheque e dinheiro; será bem atendido, os vendedores lhe explicam um monte sobre o produto, e a economia e arte local agradecem!!

Uma coisa que não mudou desde que eu era criança até agora: os relógios cucos continuam custando uma fortuna!!!

Quanto aos restaurantes, fica a dica do “Chateau de La Fondue”, prepare o bolso e reserve espaço na barriguinha, pois vale cada centavo. Excelente carta de vinhos, garçons super atenciosos e boa musica ao vivo! Te buscam e te pegam no hotel. E ainda ganhamos uma garrafa de vinho de brinde na saída. Tudo de bom!



LIST OF PLACES TO BE VISITED, THINGS TO BE DONE, BASED ON MUSIC…


4. Nowhere Fast – that’s from Streets of Fire original soundtrack (that one may seem easy, but try doing that with current traffic jams and without getting a speed ticket!)

5. Hidden Place – Bjork (ooh yes, that one is easy, just needs to be in the very right moment!)

6. Sweet Home Alabama – Lynyrd Skynyrd (advantage: it’s a state, plenty of counties at your choice!)

7. Graceland – Paul Simon (…hey if even poorboys and pilgrims with families are going to Graceland, Memphis, Tennessee…)



List of Places to be Visited and Things to Be Done Before you Die, Based on Music


Blogworthy? Not sure. However…

1. Take the “A” Train (Duke Ellington)
2. Float down the Liffey (nevermind I can’t swim. I already floated down the dead sea, but that would require Radiohead to re-write the song) (Radiohead)
3. Get to Oceanside (and lay your muscles wide…) (The Decemberists)
… (neverending list!)



Catharsis – Desabafo


In order for this to flow properly I had to write in my first language, that is, Brazilian Portuguese.

Antes de qualquer coisa: não escrevo este post para posar de viajada cosmopolita fajuta. É só um desabafo.

Toda vez que eu volto pro Brasil eu fico homesick. Mas não é homesick de acordo com e significado americano. É o contrário, porque eu só me sinto em casa, de verdade, estando lá fora. Toda vez que eu saio da Brasil, a pior parte é voltar. Eu jamais sinto saudade. Eu nunca tenho vontade de voltar pra cá. O único sentimento que eu sinto em relação ao Brasil é medo, vergonha e tristeza. Nunca como em todos os lugares para os quais eu viajei eu me senti tão à vontade, tão livre, tão cidadã, tão respeitada, tão ser humano, tão SEGURA, tão bem-quista, tão parte de uma sociedade de bem, que tem valores em comum com os meus.



Back home again…


Just arrived from a trip to Israel w/a pit stop in Zürich.


Out of all memories the traveler brings along when returning from a trip, my dearest is an unlikely one:  the feeling of being safe and free.


Having been assaulted many times and witness to countless acts of violence, it’s no secret I’m greatly distressed over the problem of violence in Brazil. Yet, even I myself wouldn’t suspect I was stressed to such a high degree.  Returning from Israel and Switzerland, my fondest memories are those of being able to open the door of your house without prior surveiling for random thugs in the surroundings. You can actually walk side by side with people without thinking they are too close and would pull a gun or knife on you. You don’t have to hold your handbag in intricate ways that would make sailor’s knots look amateur. You can actually go out alone in the streets at night. You don’t have to watch out for the shadows behind you, you don’t have to change your path or take an unlikely shortcut or enter some food place or whatever is in front of you just because there is a likely bandit following you. You don’t have to stand fucking crack-heads. You can actually use your watch and your jewelry. You can use your laptop and cell phone out in the streets. You don’t need to have your place protected by electrified fences, personal security guard, 5 locks in the main door. You don’t feel caged in your own private apartment prison when all the bad guys are out there free, laughing at you, just waiting for you to go out so they can party on you all night.


Of course I’m not naive to think these things only happen here and not anywhere else. But in here it happens to an extent and degree 6,02×10²³ higher than in any other place daring to call itself  “civilized”.


I nearly cried when I stepped foot back in Sao Paulo and caught myself doing the habitual survelliance again… 🙁
Being very serious, I advise anyone to consider all this before remotely considering a visit to Brazil.


I really love my country, but feeling safe is priceless.



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